Mulheres na Ciência

MARIE CURIE

Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel e única pessoa a receber a láurea duas vezes em diferentes áreas da ciência (Física e Química). Curie ficou conhecida por seus trabalhos na área da radioatividade, tendo identificado dois novos elementos, rádio e polônio. Depois de ter dividido o Nobel de Física com seu marido Pierre Curie e o colega Henri Becquerel em 1903, ela levou sozinha a distinção em Química em 1911. 

Na data de 07/11 comemora-se seu aniversário.

Assista o filme "Marie Curie" de 2016

Leia "Como a vida de Marie Curie pode inspirar a sua vida"

LISE MEITNER

Quando Lise Meitner era adolescente, a Áustria restringiu o acesso das mulheres à educação superior. Mesmo assim Meitner perseguiu seu sonho de estudar física e, 25 anos depois, tornou-se a primeira mulher na Alemanha a ter uma cátedra em física. Ela trabalhou em colaboração com Otto Hahn na descoberta da fissão nuclear, porém não foi agraciada, juntamente com seu colega, com o Nobel de 1944 pela descoberta.

Leia "A mãe da era atômica
 

Assista "Mulheres na Ciência - física Lise Meitner"

SHIRLEY ANN JACKSON

Física teórica, a Dra. Jackson teve uma carreira distinta que inclui cargos de liderança sênior na academia, governo, indústria e pesquisa. Ela possui Bacharelado em Física e Doutorado em Física de Partículas Elementares Teórica, ambos do MIT. Ela é a primeira mulher afro-americana a receber um doutorado do MIT - em qualquer área - e tem sido uma pioneira ao longo de sua carreira, inclusive como a primeira mulher afro-americana a liderar uma universidade de pesquisa de alto nível.

 

Dentre muitos cargos de destaque, Dra. Jackson foi presidente da Nuclear Regulatory Commission (NRC) dos EUA, de 1995 a 1999, nomeada pelo Presidente William Jefferson Clinton. A NRC licencia, regula e protege o uso de material de subproduto de reatores nucleares nos EUA e está encarregada da proteção da saúde pública e da segurança, do meio ambiente e da defesa e segurança comuns. Como presidente da NRC, a Dra. Jackson representou os Estados Unidos quatro vezes como delegada da Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica em Viena, Áustria (1995, 1996, 1997, 1998). A Dra. Jackson também liderou a formação da Associação Internacional de Reguladores Nucleares (INRA) como um foro de alto nível para examinar as questões que cercam a segurança nuclear. A associação incluía as autoridades nucleares mais graduadas do Canadá, França, Alemanha, Japão, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos (e agora Coréia do Sul, com a China como observadora). A Dra. Jackson foi eleita a primeira presidente do INRA, cargo que ocupou de 1997 a 1999.

 

A honorável Dra. Shirley Ann Jackson é atualmente a 18ª presidente do Rensselaer Polytechnic Institute, a mais antiga universidade de pesquisa tecnológica dos Estados Unidos.

 

Leia mais Como a Dra. Shirley Ann Jackson desafiou as barreiras raciais e de gênero para tornar-se o exemplo máximo em ciência

 

 

Assista Shirley Ann Jackson - 2014 National Medal of Science)

DARLEANE C. HOFFMAN

Darleane C. Hoffman, nascida em 1926 nos EUA. Estudou em Iowa State University, formando-se inicialmente em arte aplicada e mudando posteriormente para o curso de química. Ela foi inspirada a buscar ciência por sua professora de química, Nellie Naylor, mas tinha algumas dúvidas porque muitas mulheres que iam para a ciência naquela época tinham que escolher entre ter uma carreira e ter uma família - como Naylor fizera - e Hoffman sabia que ela queria ambos. A história de Marie Curie, que também criou duas filhas, convenceu Hoffman a prosseguir com seus planos.

Após a formatura, Hoffman ficou no estado de Iowa para obter seu doutorado. Lá ela conheceu e se casou com Marvin Hoffman, também um estudante de doutorado. Darleane se formou primeiro e em 1952 foi trabalhar no Oak Ridge National Laboratory, no Tennessee, enquanto Marvin permaneceu em Iowa para concluir seu doutorado. Os Hoffman logo se reuniram em Oak Ridge e depois foram trabalhar no Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, onde pesquisaram química nuclear. Eles também criaram dois filhos durante seu tempo em Los Alamos.

 

Hoffman ficou conhecida por várias conquistas importantes. Durante anos, os cientistas acreditavam que os elementos transurânicos -elementos cujo número atômico é maior que o de urânio- não ocorreriam na natureza. Em 1971 Hoffman publicou sua descoberta de pequenas quantidades de um isótopo de plutônio (plutônio-244) em uma formação rochosa. Hoffman também realizou um raro estudo da química do elemento Dubínio. O estudo foi raro porque os elementos transurânicos são tão radioativos que decaem rapidamente antes de serem estudados. Usando o isótopo dubínio-262, que tem uma meia-vida de apenas 35 segundos, que foi capaz de estudar como o elemento se comportava tanto em solução aquosa quanto na fase gasosa. Ela estudou as mesmas propriedades do laurêncio-103, que tem uma meia-vida de três minutos.

 

Ao longo do caminho, Hoffman fez uma descoberta significativa sobre a fissão nuclear. Os cientistas sabiema desde o final de 1930 que o núcleos de certos elementos se dividiam quando bombardeados por nêutrons. Porém no início de 1970 Hoffman descobriu que os átomos do elemento Férmio poderia dividir-se espontaneamente.

 

Hoffman trabalhou em Los Alamos de 1953 a 1984, quando saiu para tornar-se professora na Universidade da Califórnia em Berkeley, e pesquisadora do Laboratório Nacional afiliado Lawrence Berkeley, tornando-se assim colega de Glenn Seaborg. Está envolvida com a descoberta de novos elementos superpesados, incluindo os elementos 114 e 116.

 

Hoffman ajudou a investigar os locais de testes de armas nucleares tendo em vista o vazamento de materiais radioativos perigoso para o meio ambiente e está interessada nas questões de segurança que envolvem os resíduos radioativos sólidos produzidos pela energia nuclear. Ela recebeu a Medalha Nacional da Ciência em 1997, a Medalha Priestley em 2000 da American Chemical Society e várias outras honrarias.

 

Leia mais Como a Dra. Shirley Ann Jackson desafiou as barreiras raciais e de gênero para tornar-se o exemplo máximo em ciência (http://www.witi.com/center/witimuseum/halloffame/143609/Dr.-Darleane-C.-Hoffman-Professor-of-Graduate-School,-Department-of-Chemistry-University-of-California-Berkeley/)

 

 

Assista Darleane C. Hoffman- 1997 National Medals of Science

https://youtu.be/LltmYuBoCRo

 

Leia “The Transuranium People” (Introdução)

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